14/10/2005
Confederação Nacional da Indústria
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, defendeu no dia 21 de setembro, que o Brasil adote uma postura mais clara no relacionamento comercial com a China. Para isso, é preciso que o governo regulamente os mecanismos de salvaguarda e assegure condições equilibradas para as empresas brasileiras concorrerem com os produtos chineses "Somente assim, as autoridades estarão estimulando o desenvolvimento econômico do País e evitando a perda de postos de trabalho", afirma Monteiro Neto. Segundo ele, diversos setores, como o têxtil, o calçadista e o óptico, vêm sofrendo com a competição desequilibrada de produtos chineses, o que se reflete na queda da produção industrial de diversos Estados.
Conforme nota divulgada pela CNI, a situação é preocupante. Estudo que está sendo finalizado pela CNI e pela Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex) revela que o Brasil vem perdendo competitividade para a China nos principais mercados consumidores das exportações brasileiras. "Uma das causas apontadas pelo estudo é o fato de a China manter a subvalorização da sua moeda", diz a nota.
Durante entrevista coletiva na manhã do dia 21, para divulgar os dados da pesquisa CNI – Ibope de setembro, o presidente da CNI avaliou que a regulamentação das salvaguardas deveriam sair antes da viagem do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, à China, que está marcada para o final deste mês. Mas o governo, segundo ele, decidiu optar por ser mais prudente. "Agora, eu espero que saia algo de concreto dessa reunião, porque a situação é muito grave."
Fonte: Rose Belo - 23/09/2005 (www.opticanet.com.br)