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21/02/2006

Sindióptica-MG: cada 1 milhão de óculos pirateados elimina 1,2 mil empregos

RIO - A indústria óptica registrou, em 2005, queda nas vendas do setor em relação a 2004. Durante o período, o comércio apresentou um decréscimo de 7%, percentual diretamente relacionado ao aumento da pirataria.
De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Óptico do Estado de Minas Gerais (Sindióptica - MG), Paulo Cançado Gonçalves, a situação, além de afetar a saúde do brasileiro, interfere também no número de empregos gerados no Brasil.
O Sindióptica estima que a cada 1 milhão de óculos que entram ilegalmente no país, cerca de 1,2 mil empregos diretos deixam de ser gerados. Atualmente, cerca de 70% dos óculos vendidos no Brasil são importados, a maioria proveniente da China.
As isenções fiscais existentes nas relações entre os países acabam facilitando a entrada dos produtos no território nacional, prejudicando a indústria brasileira que não consegue competir com os baixos preços das peças importadas.
Uma das medidas do setor é se organizar em eventos como a MinasÓptica, principal feira realizada pelo setor no país no primeiro semestre, que reunirá os 60 principais fabricantes de lentes e armações, fornecedores e prestadores de serviços na Serraria Souza Pinto, Belo Horizonte, de 9 a 11 de março.
No total, a área emprega 15 mil pessoas, em mais de 4 mil estabelecimentos. Destes, 1,2 mil estão localizados na Grande Belo Horizonte. Ainda de acordo com o presidente do Sindióptica, as fábricas de armações também vêm sofrendo as conseqüências da pirataria. O país, que já chegou a ter 250 indústrias, não tem sequer 20 fabricantes atualmente.
Fonte: Globo Online (20/02/06)